Transtornos Emocionais e Diabetes

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A aceitação da condição crônica é sempre provisória. O estar doente é passageiro, mas o ter uma doença acompanha uma série de sentimentos e comportamentos referentes à baixa autoestima, medo, culpa, raiva e ansiedade. Entre os pacientes diabéticos os sintomas depressivos são comuns e podem ter impacto no autocuidado.

Os sinais e sintomas de depressão em diabetes podem variar e devem ser observados com cautela, pois podem ser confundidos com os sintomas da diabetes em mal controle. São eles: tristeza sem motivo aparente, irritabilidade, fadiga, falta de energia, ansiedade, mudanças no padrão de sono e apetite, perda de concentração, sentimento de desesperança e pesar em relação ao futuro. Pode-se observar também alguns específicos relacionados à estressores crônicos do diabetes: preocupação com as complicações, medo das hipoglicemias, sentimento de esgotamento físico e mental e preocupação relacionada à exercícios e alimentação. 

Precisamos compreender que o enfrentamento da condição crônica vai nos solicitar uma série de habilidades interpessoais que precisamos esculpir ao longo da vida. Associado a isso, a idade, o tempo de diagnóstico, o apoio familiar, as crenças relacionadas ao diabetes, o manejo do tratamento, são fatores que deverão ser analisados quando se pensa em algum transtorno emocional relacionado ao diabetes.

Mais importante é saber que lidar com o diabetes terá uma diversidade de emoções e sentimentos que acompanham a vida. Procurar ajuda, relatar esse sofrimento, seja com os profissionais que lidam com o diabetes ou com pessoas que possuem algum tipo de proximidade é muito importante. O tratamento deverá ser pautado no apoio familiar, equipe interdisciplinar e a pessoa com diabetes.

Pessoas que pedem ajuda e saem de sua zona de sofrimento e solidão conseguem um melhor suporte para momentos de crise e readaptações, sendo estas, inerentes ao processo de estar no mundo e lidar com suas adversidades.