Responsabilizar-se pelo tratamento

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O processo do adoecer traz muitas mudanças na vida do sujeito, afetando inclusive o seu estado de humor. A adaptação ao novo ritmo de vida se dá pelo grau de comprometimento, responsabilização e implicação do envolvido.

Para contribuir com esse processo, no Ambulatório de Diabetes Tipo 1 da Santa Casa de BH temos um projeto, denominado “Diabem no Diabetes”, que dá atenção aos pacientes agendados para as consultas médicas, nutricionais e psicológicas, dentre outras.

Trata-se de uma estratégia muito importante, que atinge um número cada vez maior de pacientes com informações relevantes sobre o tratamento.

O grupo primeiramente funcionou como um espaço de informações técnicas a respeito do Diabetes Tipo 1, mas logo em seguida passou a ser um lugar de troca de experiências, de escuta dos aspectos emocionais e de discussão de temas relacionados ao dia a dia. Dentre os mais abordados, ressaltamos a responsabilização pelo tratamento. Tal tema vem sendo longamente debatido pelo grupo, onde foram elaboradas frases importantes que resumem a participação do sujeito no tratamento e que, conforme relatos, são incorporados no cotidiano:

Primeiro:

“Posso com responsabilidade, posso só um pouquinho às vezes, mas se me informo corretamente, posso me alimentar bem e me é permitida uma escolha. Assim, sinto-me mais forte para prosseguir como dono da minha história”.

Segundo:

“Sou uma pessoa portadora de Diabetes, mas a minha vida não se resume nisso: tenho atividades, aspirações e desejos”

Terceiro:

“Não tenho que olhar o que perdi, mas o que eu tenho a ganhar agora”.

Quarto:

“Devo seguir a receita do médico, não a minha própria receita”.

Quinto:

“As pessoas mais próximas de mim precisam saber que eu tenho diabetes e como podem me ajudar em uma crise”.

Sexto:

“Não preciso ser superprotegido”.

Sétimo:

“Preciso tomar conhecimento do que me ocorre, conhecer o meu organismo, aprender sempre novas maneiras de me alimentar melhor, praticar exercícios físicos e evitar situações estressantes”.

Oitavo:

“Evito a preocupação, ela não me leva a lugar nenhum, além de aumentar a ansiedade, pois preocupação é medo”.

Nono:

“Perguntar, se informar, é melhor que ter dúvidas e se prejudicar”.

 

“Responsabilizar-se pelo tratamento é tornar-se gerente da própria vida”.